Thursday, March 17, 2016

Chegou a hora da defesa de Dilma - Opinativo

Dilma vai voltar ao Plenário da Câmara, agora pra se defender do Impeachment. Foto: Divulgação Governo Federal

O processo de impedimento da continuidade do mandato da Presidente Dilma Rousseff deu mais um passo na Câmara dos Deputados hoje (17). Depois de ter conversas com ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, interceptadas e divulgadas pelo juiz da Operação Lava-Jato, a presidente vai ter que se defender em 10 encontros frente aos aliados e à oposição que querem a destituir do poder.

Contra Dilma e o PT, as manifestações que vem acontecendo desde que foram divulgados os áudios. A favor, a discussão se há ou não fato concreto para que a presidente seja afastada do cargo. Outro problema que afeta o governo é o tamanho da sua base de aliados. O PRB decidiu deixar a base e se tornar independente. Assim como ele, outros partidos podem estar discutindo o mesmo. O Partido dos Trabalhadores não sabe até que ponto pode contar com o PMDB, partido que até outro dia era o maior aliado do governo e pode pender a balança pro lado da oposição.

Se a instabilidade no governo já foi grande em 2015, Dilma deve esperar um 2016 ainda mais difícil.

Comissão do impeachment é definida - Interpretativo

Gabinete da presidência recebeu notificação da criação da Comissão de Impeachment - Filipe Matoso/G1

Rogério Rosso do PSD-DF é o presidente da comissão especial que vai dar andamento ao Processo de Impeachment da presidência da república. O relator é o deputado Jovair Arantes do PTB-GO. Apesar das definições terem sido feitas pelos partidos que compuseram a colegiado de 65 deputados, a base aliada do governo não ficou satisfeita com os nomes escolhidos para ocupar os cargos de presidente e relator.

O líder do PT, Afonso Florence da Bahia, reclamou da maneira como a votação foi conduzida: "Nós vamos recorrer disso. Para nós termos essa sessão tranquila, é melhor votar apenas presidente e relator, e depois votar os vices", afirmou o líder petista.

O prazo para a votação do processo começa a contar a partir de amanhã. A comissão tem 45 dias para realizar 10 sessões de análise e votação.

Processo de impeachment continua na Câmara - Informativo

Depois de ter negada a mudança no rito do processo de impeachment, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, convocou a eleição da comissão especial que vai analisar o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Na tarde desta quinta-feira, 17, os 65 membros da comissão foram escolhidos em votação aberta na casa. o PT e o PMDB são os partidos com mais membros na comissão, 8 cada um. O PSDB conta com 6 membros.

Câmara vota Comissão Especial de Impeachment da Presidente - Ailton de Freitas / Agência O Globo


O Presidente, vices e relator da Comissão Especial foram escolhidos após votação aberta e nominal. Os 13 partidos representados apresentaram apenas uma chapa para a composição da mesa que vai comandar o processo.

Os deputados indicados são:
Presidente: Rogério Rosso (PSD-DF)
1° vice: Carlos Sampaio (PSDB-SP)
2° vice: Maurício Quintella Lessa (PR-AL)
3° vice: Fernando Coelho Filho (PSB-PE)
Relator: Jovair Arantes (PTB-GO)

Após a decisão da instalação da comissão especial, Dilma vai ter 10 sessões no plenário da Câmara para apresentar defesa. Em seguida, o colegiado vai ter mais cinco sessões para votar sobre a continuação ou não do processo de impeachment da presidência. Para haver votação na comissão especial é necessária um número mínimo de 51 deputados.

Logo após a votação na comissão, o parecer processo passa para ser votado no plenário e precisa de 342 deputados favoráveis e continuidade. O processo pode ser paralisado pelo Senado. Caso contrário, a Presidente é afastada do cargo por 180 dias, tempo que dura a análise do processo de impeachment.